Sexo frágil

Ola amigas,

Esta história de sexo frágil e de considerar a mulher assim desta forma é muito antiga e, felizmente, hoje, muito desta crença já está transformada tanto por parte dos homens quanto por parte das mulheres. Penso que com certeza a origem disto procede da comparação entre a mulher e o homem sem a observação das devidas diferenças naturais: biológicas, emocionais, intelectuais até mesmo espirituais entre homens e mulheres.

Antes, há muito tempo atrás as mulheres eram consideradas fortes, sábias e eram líderes que comandavam seus povos; após foram consideradas frágeis, “menos inteligentes” (para não falar “burras”) e foram completamente dominadas e se tornaram submissas. A partir daí, todo o caminho de desenvolvimento das mulheres seguiu uma visão masculina, que realmente desconsiderava a força feminina e a colocava como fraca, bem como a mulher.

É necessário, contudo, se observar a individualidade do sexo feminino para não cair na comparação e na busca pela igualdade. Definitivamente a mulher não é igual ao homem e vice-versa. Então por que considerar o feminino o sexo frágil? Só porque fisicamente a mulher é menos forte que o homem? Porque as mulheres expõem mais suas emoções? São mais sensíveis? São mais perceptíveis?

Por outro lado, também é bastante reconhecido que a mulher tem muito mais condições de suportar dor física do que os homens, tanto é que são as mulheres que engravidam e dão a luz, ou seja, sustentam nove meses de transformações em seus corpos; enjôos; vômitos; sonolência; dor nas costas; nas pernas; inchaços e finalmente o parto que se for normal tem de suportar as dores que as contrações provocam; se for cesária, a dor da recuperação de uma cirurgia, ainda cuidando de um bebê. Porém, todas enfrentam esta maratona com alegria e no final são recompensadas pela presença do bebê.

Por mais que a mulher seja profissional é ela que ainda é a dona da casa, por isto precisa ser muito forte para agüentar trabalhar fora e dentro de casa. Administrar um trabalho profissional, a casa e os filhos, mesmo que tenha ajuda de uma servidora doméstica torna a mulher uma “multi” em tudo que ela faz e isto, não tem nada a ver com fragilidade, ao contrário a mulher é muito grandiosa em tudo o que manifesta.

A mulher é muito forte, porém não deve de forma alguma ser compara ao homem, pois são naturezas diferenciadas. Penso que esta história de sexo frágil ainda tem a ver com o tal do machismo que adora por defeito nas mulheres e estabelecer comparações a partir de referências, claro que masculinas.

O mundo é, sempre foi e sempre será sustentado pela força das mulheres, que não é uma força física, mas sim a força de nutrição e de sustentação, pois afinal quem é que impulsiona o mundo? São as mulheres, claro!

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One Response

  1. Kátia Says:

    Este artigo que Ramy Arany escreveu é muito esclarecedor e nos coloca a pensar, a refletir em relação a dita “fragillidade feminina” e a eterna conparação com o homem o que nos causa uma grande confusão sobre a força feminina.
    Adorei o artigo, e agradeço por trazer uma outra,ou melhor, uma nova forma de olhar e de pensar sobre este assunto.
    Parabéns!

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